Mas tentar entender o processo criativo é apenas exercício intelectual de pesquisadores? Ou de professores universitários ávidos por impressionar seus alunos com nomes bonitos?
Ou seria apenas uma mera curiosidade aos especialistas?
Será que o público em geral se interessa por tudo isso?
Cabe lembrar que em muitas situações o processo, o caminho, o trajeto é tão interessante, ou até mais, do que o resultado. Conhecer as dores e os amores de quem cria valoriza mais o esforço dos próprios criadores, e pode nos ensinar coisas importantes, seja como público, seja como autores.
Mais do que um mero e sempre curioso making of, como é comum no cinema e audiovisual, pensar a gênese de uma obra é tentar entender os ímpetos criativos do autor, as encruzilhadas da criação, as escolhas, os acertos e os erros ao longo de um trajeto, para que os próximos trajetos criativos sejam realmente efetivos, criativos e válidos.
Olhando um pouco mais pro nosso contexto brasileiro, temos alguns espaços especiais de pesquisa, como a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, UFRGS, ou como a Pontifícia Universidade Católica, PUC, de São Paulo e a do Rio Grande do Sul, para citar apenas três importantes Instituições de Ensino Superior, suas pessoas e seus centros de pesquisa, além de diversos pesquisadores espalhados por todo o Brasil.
Ainda aqui no sul do país, na Universidade Federal de Santa Catarina, a UFSC, temos também o Núcleo de Estudo de Processos Criativos, o Nuproc.
Nós, geneticistas, estamos até organizados, e se você se interessou pelo assunto fique atento às atividades, publicações, congressos e afins da Associação de Pesquisadores em Crítica Genética, a APCG, em diferentes espaços online e físicos.